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Seria bruxa? Uma inumação em decúbito ventral detectada na antiga necrópole da vila de Constância (Portugal)

  • Assis, S [1]
    1. [1] Universidade de Coimbra

      Universidade de Coimbra

      Coimbra (Sé Nova), Portugal

  • Localización: Investigaciones histórico-médicas sobre salud y enfermedad en el pasado: actas del IX Congreso Nacional de Paleopatología Morella (Castelló), 26-29 septiembre de 2007 / coord. por Manuel Polo Cerdá, Elisa García Prósper, 2009, págs. 747-756
  • Idioma: portugués
  • Texto completo no disponible (Saber más ...)
  • Resumen
    • English

      The witch is one of the most popular representations in the childhood universe because of their malfeasance. This stereotype is present, not only in the literature, but also in the living memory of traditional societies, from the past to the present. In ancient times, the suspicious behaviour of witches has motivated a truly “witch-hunt”. This was the reason for several mass executions in the Middle Age, and a justification for the anomalous human inhumations in the Medieval/ Medieval-Modern periods, in especial of women. But are they really witches? In the year of 2002, during the archaeological/anthropological field work in the old necropolis of Constância (XIVXIX century), was recovered a female skeleton with an age at death of 18 to 25 years old. As an atypical occurrence we must refer its inhumation in extended prone. In the present paper we discuss the funerary behaviour that may underlies this discovery, and hypothesize a minor care in the treatment of the body as a result of an infectious disease. In fact, the laboratory study of the human remains has revealed some lesions in the skull, vertebrae and ribs that resemble a possible case of pulmonary tuberculosis. The macroscopic and radiological analysis seems corroborate the diagnosis.

    • português

      De entre as personagens infantis mais popularizadas pela sua maleficência, destaca-se a figura da bruxa. Este estereótipo não consta apenas na literatura infantil, de facto, a bruxa continua a ser um elemento presente nas sociedades tradicionais, no passado e no presente. No passado, as suspeitas em torno das suas actividades motivou uma verdadeira “caça às bruxas”. Este foi o mote para muitas execuções levadas a cabo na Idade Média, e uma justificação para a ocorrência de estranhas deposições esqueléticas em necrópoles do período Medieval/medieval-moderno, principalmente, de mulheres. Mas será que são bruxas? Em 2002, durante os trabalhos arqueológicos/antropológicos desenvolvidos na antiga necrópole da vila de Constância (séculos XIV-XIX), foi recuperado um indivíduo do sexo feminino, com uma idade à morte estimada entre os 18 e os 25 anos. Como particularidade funerária, refira-se a sua estranha deposição, em decúbito ventral. Na presente exposição discutem-se os gestos funerários, eventualmente, associados à ocorrência descrita, sobressaindo, como possível causa um menor cuidado em virtude da presença de doenças infecto-contagiosas. De facto, durante o estudo paleopatológico detectou-se um conjunto de alterações nosológicas no crânio, nas vértebras e nas costelas, compatível com um possível caso de tuberculose. A análise macroscópica e radiológica parece corroborar o diagnóstico apresentado.


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