A mosca do figo, Zaprionus indianus (Diptera: Drosophilidae), foi registrada pela primeira vez no Brasil como praga do figo (Ficus carica var. roxo-de-valinhos), em março de 1999, em Valinhos, Estado de São Paulo, causando danos e reduzindo a produção ao redor de 40% e a exportação em 80%. Estudos sobre aspectos biológicos foram conduzidos em laboratório a 25 ± 1 oC, fotoperíodo de 14 horas, em dieta artificial com e sem suplemento alimentar (Saccharomyces cerevisiae). Observou-se que o período de incubação variou de 1,0 a 1,5 dias; período larval de 8 a 13 dias e período pupal de 4 a 9 dias. A longevidade dos adultos acasalados, com e sem suplementação alimentar, variou de 24 a 83 dias e 21 a 91 dias, respectivamente. A longevidade dos adultos individualizados com suplementação alimentar variou de 7 a 55 dias. As longevidades médias dos adultos individualizados e dos acasalados com e sem suplementação alimentar apresentaram diferenças significativas, o que não ocorreu entre as longevidades de machos e fêmeas. O número médio de adultos provenientes de casais sem suplemento alimentar foi 69,08 (33 _ 134), enquanto aqueles com suplementação produziram 255,93 (93 _ 698) adultos. A razão sexual observada foi de 0,56.
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