O presente artigo busca refletir sobre o silenciamento e a invisibilidade das mulheres, tanto na arquitetura macroeconómica da crise como na própria produção noticiosa adjacente. Começa-se por identificar em que medida as identidades das mulheres vêm sendo (re)produzidas e reforçadas pelo discurso institucional tal como hoje se encontra organizado na economia neoliberal. Por fim, faz-se uma análise reflexiva acerca da linguagem enquanto mecanismo regulador das formas convencionais de representação e de como os papéis socialmente expectáveis em relação às mulheres, tão ritualizados pelo jornalismo, delimitam a sua posição-de-sujeito na sociedade.
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