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Treinamento: experiência morta ou instrumento psicológico?

  • Autores: Talita Machado Vieira
  • Localización: RBFF - Revista Brasileira de Futsal e Futebol, ISSN-e 1984-4956, Vol. 11, Nº. Extra 45, 2019 (Ejemplar dedicado a: Edição Especial), págs. 515-527
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • português

      O presente artigo aborda a questão da formação esportiva de atletas de futebol e tem como objetivo evidenciar a relação que existe entre os modelos de ensino adotados pelos treinadores e a apropriação que os adolescentes fazem acerca dos conteúdos que integram sua modalidade esportiva. O material examinado neste artigo foi obtido mediante o emprego do dispositivo metodológico da Autoconfrontação Simples, segundo as formulações da Clínica da Atividade de Ives Clot, valendo-se da análise de documentos, da observação participante, das entrevistas semiestruturadas e da análise de vídeo. Considerando que o momento de permanência na categoria de base tem a clara finalidade de produzir atletas para o futebol profissional, parece pertinente assumir que o modo como as atividades são desenvolvidas com os jovens interfere no tipo de profissional formado para o ofício de futebolista. Na análise apresentada, os atletas variavam entre a ampla dependência em relação à figura do treinador e a autonomia no que se refere à análise de seus desempenhos e à capacidade de realizar alterações ou ajustes a fim de poderem realizar seu trabalho no momento do jogo. Assim, partindo do referencial teórico-conceitual da Psicologia Histórico-Cultural, entende-se o papel do treinador como agente de mediação da aprendizagem esportiva, sinalizando que os diferentes estilos pedagógicos conduzem a formação de atletas com características igualmente distintas, na medida em que interferem na apropriação que o sujeito faz acerca dos conteúdos. Na senda das discussões sobre o atleta inteligente, cumpre observar quais estratégias pedagógicas parecem favorecer a formação deste tipo de atleta.

    • English

      This paper focus on the sports training for football athletes and aims to show the relationship between teaching models adopted by coaches and the appropriation that adolescents make about contents that integrate their sporting modality. The material examined was obtained through the use of the Simple Self-Confrontation methodological device, according to the Ives Clot’s Activity Clinic formulations, using the document analysis, the participant observation, the semi-structured interviews and the video analysis. Considering that the moment of staying in the youth teams has the clear purpose of producing athletes for the professional football, it seems pertinent to assume that the way in which the activities are developed with the young boys interferes in the type of professional formed for the craft of football. In the analysis presented, the athletes varied between the wide dependence on the figure of the coach and the autonomy concerning to the analysis of their performances and the ability to make alterations or adjustments in order to be able to carry out their work at the moment of the game. Thus, using the theoretical-conceptual referential of Historical-Cultural Psychology, we understand the role of the coach as mediation agent of sports learning, signaling that the different pedagogical styles lead to the formation of athletes with equally distinct characteristics, insofar as they interfere in the appropriation that the subject does about the contents. In the course of the discussions about the smart athlete, we must observe which pedagogical strategies seem to favor the formation of this type of athlete.


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