Brasil
In this article, we present part of the results of the research we have conducted regarding the contents of the documentary 1964: Brazil between guns and books and an episode from the Politically Incorrect Guide series, as well as the comments of YouTube users, to discuss the relationship between the ideological revisionism projected on those videos and the social memories expressed by the users in conforming to a certain interpretation about the military dictatorship. We undertake the discussion in the light of the field of studies of theories of memory to analyze the relationship between the content and the comments by users in the process of consented construction and transmission of certain memories. It enables the dialogue between political and social issues that make up the projects of society defended by certain groups. The political use of history and memory is evident in the videos and in the comments and it is linked to a participatory reconstruction of representatives of social and collective memories that intertwine with the common objective of carrying out a “revisionism” of the military dictatorship in Brazil in the light of conservative political and ideological references
Neste artigo, apresentamos parte dos resultados da pesquisa que realizamos a respeito dos conteúdos do documentário 1964: o Brasil entre armas e livros e de um episódio da série Guia Politicamente Incorreto, bem como os comentários de usuários(as) do YouTube, nos respectivos vídeos, para discutir a relação entre o revisionismo ideológico projetado nesses vídeos e as memórias sociais expressas pelos(as) usuários(as) na conformação de uma determinada interpretação sobre a ditadura militar. Empreendemos a discussão à luz do campo de estudos das teorias da memória como recurso de análise da relação entre conteúdos e comentários dos(as) usuários(as) no processo de construções consentidas de determinadas memórias e sua transmissão, possibilitando o diálogo entre questões políticas e sociais que compõem os projetos de sociedade, defendidos por determinados grupos. O uso político da história e da memória se torna evidente nos vídeos e nos comentários e está ligado a uma reconstrução participativa de representantes de memórias sociais e coletivas que se entrelaçam com o objetivo comum de realizar um “revisionismo” da ditadura militar no Brasil à luz de referências políticas e ideológicas de caráter conservador.
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