At the present time, it has been possible to identify, in the different modalities of cultural production, the manifestation of the voices of marginalized groups, excluded from the social and economic centers. In this context, the voice of the poor and black women on the outskirts of urban centers is recognized, which builds legitimate forms of expression that challenge the hegemony of the canon, predominantly ethical and masculine. Esmeralda, por que não dancei, de Esmeralda do Ortiz, is the first person narrative of the author's own life, poor black girl, who has been in the streets of São Paulo since she was eight years old. It is organized from a fluent, colloquial, dynamic account, added to documents, testimonies and photographs, composing an original and forceful mosaic of meanings. Ponciá Vicencio, the novel of formation of Conceição Evaristo, literarily reconstructs the story of the protagonist, black and poor, who goes to the city in search of opportunities denied to the blacks in the field. Different narrative modalities, analyzed here in their specificities, and in the way they articulate possibilities of expression / representation of black and poor women in the Brazilian context, in search of their identity, showing resistance and legitimation and promoting an exercise of otherness. O Segundo Sexo (2016), by Simone de Beauvoir; Mulher, casa e cidade (2015), by Antonio Risério; Literatura brasileira contemporânea: um território contestado (2012), by Regina Dalcastagné are the theoretical contribution used as the basis of the analysis
Na contemporaneidade tem sido possível identificar, nas diferentes modalidades de produção cultural, a manifestação de vozes autorais de grupos marginalizados, excluídos dos centros sociais e econômicos. Nesse âmbito, reconhece-se a voz da mulher pobre e negra da periferia dos centros urbanos, que constrói formas legítimas de expressão que desafiam a hegemonia do cânone, predominantemente etilista e masculino. Esmeralda, por que não dancei?, de Esmeralda do Carmo Ortiz, é a narrativa da vida da própria autora, menina negra e pobre, que esteve nas ruas de São Paulo desde os oito anos de idade. Organiza-se a partir de um relato fluente, coloquial, dinâmico, somado a documentos, depoimentos e fotografias, compondo um mosaico de sentidos original e contundente. Ponciá Vicêncio, o romance de formação de Conceição Evaristo, reconstitui literariamente a história da protagonista, negra e pobre, que vai para a cidade em busca de oportunidades negadas aos negros na roça. Modalidades narrativas diferentes, aqui analisadas nas suas especificidades e na forma como articulam possibilidades de expressão/representação da mulher negra e pobre no contexto brasileiro, em busca de sua identidade, evidenciando resistência e legitimação e promovendo um exercício de alteridade, quer seja por meio de um relato habilmente construído de uma experiência vivida, quer seja pela narrativa literária, ambas promovendo a expansão do beco ao belo (Chiappini). O Segundo Sexo (2016), de Simone de Beauvoir; Mulher, casa e cidade (2015), de Antonio Risério; Literatura brasileira contemporânea: um território contestado (2012), de Regina Dalcastagné constituem o aporte teórico utilizado como fundamentação da análise.
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