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Entre sereias, marinheiros e escritores da própria história: reflexões sobre O papel e o mar (2010) e Carolina Maria de Jesus

    1. [1] PUCPR/docente. UNIOESTE/doutoranda.
  • Localización: Travessias, ISSN-e 1982-5935, Vol. 12, Nº. Extra 4, 2018 (Ejemplar dedicado a: Edição Especial), págs. 132-148
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Mermaids, Mariners and writers of their own story: reflections upon O papel e o mar (2010) and Carolina Maria de Jesus
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      Nos diários que compuseram a seleção de Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, há um hiato de escrita entre 1955 e 1958. O curta-metragem O papel e o mar (2010), de Luiz Antonio Pilar, encena o encontro ficcional entre Carolina e João Candido Felisberto, conhecido como o almirante negro, líder da revolta da chibata, no dia 01 de maio de 1958, data em que Carolina volta a escrever. Logo nas falas iniciais do filme, os dois personagens – que não foram contemporâneos – deixam claro qual é o seu negócio: o de Carolina, o papel; e o de João, o mar. Nesta reflexão, pretendo pensar como a problemática da performance, no sentido proposto por Jacques Derrida (1988 e 1991) – em uma releitura dos atos de fala de Austin (1990) – pode ser lida e relacionada às relações entre memória e narração (GAGNEBIN, 2006) e à partilha do sensível (RANCIÉRE, 2009), nas duas personagens centrais do curta, que encena o encontro entre esses dois representantes da resistência no Brasil. Ademais, questões como a autorização do discurso ou a produção estético-literária brasileira também são abordadas, a partir da análise de algumas cenas do curta e da desconstrução do prefácio do segundo diário da autora – Casa de alvenaria (1961). 

    • English

      In her journals which composed Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), Carolina Maria de Jesus had a hiatus between 1955 and 1958. The movie O papel e o mar (2010), by Luiz Antonio Pilar, brings to scene a fictional meeting between Carolina and the widely known João Candido Felisberto, the “black admiral” – who was the leader of the ”revolta da chibata” – on may, 1st 1958, when Carolina came back to her writing. The first lines of the short film let clear what was the business of each of its characters – who were not contemporary – hers was paper, his was the sea. So I intend, on this reflection, to think about how they performed their memory and work, based on Jacques Derrida (1988 e 1991) and Jeanne Marie Gagnebin (2006) in addition to how it reflects the distribution of the sensible, or in the French version “partage du sensible”, based on Jacques Ranciére (2009). Issues like authorization of voice are also approached.


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