O título de nosso tema é imenso e necessita de “definitio terminorum” para nos entendermos sobre o que estaremos falando. Ou melhor, sobre o que não estaremos falando: ao termos como um pressuposto o diálogo de culturas, convém tomar os conceitos de revelação e de cultura por suas conotações mais amplas e abertas. Portanto não nos referimos apenas à revelação como a entende a teologia cristã fundamentada na Escritura do Antigo e do Novo Testamento. A tradição cultural condiciona a interpretação mesma de revelação. Nas palavras de Paul Ricoeur, ao se referir à revelação, “não há interpretação fora de uma tradição, que tem certamente seus limites mas que também recebe o dinamismo no qual vive a interpretação. Não se contesta uma tradição com argumentos intelectuais. O outro pode quando muito reconhecer esta tradição a partir do que é vital (‘vivant’) na sua própria”.
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