Brasil
This paper aims to undertake a reflection on fear as a central political affection. This affection builds social bonds, as from interpersonal relations, as well from the broader point of view of political relations. It also discusses the facets of insecurity in contemporary times, the appropriation of the discourse and the practices of fear and insecurity by the neoliberal state and the Capital. Furthermore, it shed light on the relationship between fear and adherence to conservative and authoritarian political positions and propositions. In order to do so, it uses Critical theory for considering the way social life and political experience mobilize affections, with particular attention on contemporary fear. Empirical research evidence corroborates, directly or indirectly, the relationship between fear and support for authoritarianism.
O presente trabalho busca empreender uma reflexão acerca do medo, enquanto afeto político central, que constrói os laços sociais, tanto do ponto de vista das relações interpessoais quanto do ponto de vista mais amplo das relações políticas, discutindo as facetas da insegurança na contemporaneidade, a apropriação do discurso e das práticas de medo e insegurança pelo Estado neoliberal e pelo Capital, e a relação estabelecida entre o medo e a adesão a posições e proposições políticas conservadoras e autoritárias. Para tanto, parte-se de uma perspectiva da Teoria Crítica, considerando a maneira como a vida social e a experiência política mobilizam os afetos, com atenção especial voltada ao medo na contemporaneidade, conjugada com a utilização de pesquisas empíricas já realizadas que corroboram, direta ou indiretamente, a relação entre o medo e o apoio ao autoritarismo.
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