Tentamos neste artigo resgatar o essencial da história das relações capital-trabalho no Brasil, como pano de fundo para lembrar um século de ESI e para ler a Centesimus Annus. O campo é muito amplo. Quem mexe com o trabalho mexe também com a política, a economia e o social. História conflitiva, cheia de violências, com as suas numerosas vítimas e mártires. A frase do presidente Washington Luís, antes da revolução de 30: “A questão social é caso de polícia” poucas vezes deixou de ser aplicada pelos vários regimes políticos nos últimos 70 anos. Os trabalhadores foram excluídos de vários lugares de decisão política, econômica e social, e considerados como cidadãos de segunda categoria. A hegemonia do capital com todas as suas ramificações internacionais se consolidou enquanto o trabalho está sendo tratado apenas como servo deste. E é esse abandono e desprezo pelos trabalhadores a principal chave da atual dramática situação social do país.
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