Existem evidências sobre as consequências de curto e longo prazo, de doenças críticas, a partir da internação do paciente em unidade de terapia intensiva (UTI). Mesmo após a alta, o indivíduo pode manifestar sequelas significativas que prejudicam a manutenção de sua qualidade de vida, no que diz respeito às capacidades físicas, cognitivas e psicológicas, fenômeno atualmente conhecido como Síndrome Pós-Cuidados Intensivos (Post-Intensive Care Syndrome - PICS). O estudo buscou avaliar a prevalência de comprometimento cognitivo relacionado a outros fatores inerentes à internação em pacientes sobreviventes da UTI. Trata-se de uma pesquisa de coorte, de caráter retrospectivo e abordagem quanti-qualitativa. Foram analisados dados de pacientes internados em UTI, que passaram por avaliação especializada e realizaram os testes de rastreio Montreal Cognitive Assessment e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão. A maior parte dos indivíduos apresentou comprometimento cognitivo após internação e se evidenciou que a memória tem principal impacto dentre os aspectos cognitivos mais afetados. O presente estudo tem potencial de contribuir para o conhecimento a respeito de fatores cognitivos relacionados à PICS e suas repercussões. Ademais, a psicologia da saúde e hospitalar tem papel importante como meio de prevenir e/ou minimizar os efeitos da síndrome.
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