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Apontamentos para uma concepção contexto-dependente de “organismo”

    1. [1] Universidade Federal do Espírito Santo

      Universidade Federal do Espírito Santo

      Brasil

  • Localización: Acta comportamentalia: revista latina de análisis del comportamiento, ISSN 0188-8145, Vol. 29, Nº. 1, 2021, págs. 133-150
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • A concepção de “organismo” adotada na análise do comportamento parece ser um tópico em aberto. Porém, o “organismo” perpassa uma série de questões conceituais relevantes (e.g., a crítica da psicologia da “caixa preta”, o debate entre mentalismo e externalismo, e a manutenção de dicotomias como inato/aprendido, interno/externo, privado/público). Considerando tais implicações, o objetivo deste artigo é analisar definições morfológicas (baseadas na pele como critério demarcatório) e transdermais (não se baseiam em critérios morfológicos para demarcar o que é “organismo”) de organismo encontradas na literatura analítico-comportamental. Argumentaremos que não há uma proposta que seja a priori mais adequada e que a utilidade da definição de organismo adotada é sensível ao contexto de uso. Encerraremos o artigo com a proposição de quatro pontos que podem ser úteis considerar diante do problema do “organismo”. Primeiro, a relatividade da fronteira que separa o “organismo” de seu ambiente, contingentes ao interesse e à escala espaço-temporal da análise. Segundo, a mutualidade organismo-ambiente, dado que ambos se constroem incessantemente. Terceiro, o comportamento sempre está certo, mesmo que pareça incoerente para quem o analisa. Por fim, embora a análise do comportamento estude o comportamento do “organismo como um todo”, o “todo” pode variar conforme o recorte analítico.


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