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Para além do visível: pela adoção de um paradigma emancipatório em audiodescrição

    1. [1] Universidade Federal da Bahia

      Universidade Federal da Bahia

      Brasil

  • Localización: Cadernos de tradução, ISSN-e 2175-7968, ISSN 1414-526X, Nº. 2, 2021, págs. 66-84
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • beyond the visible: for the adoption of an emancipatory paradigm in audio description
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      A Audiodescrição (AD) é uma modalidade de tradução que visa tornar materiais audiovisuais acessíveis. Seu público primário é formado por pessoas cegas ou com baixa visão para as quais o recurso é uma fonte de informação e lazer. Nos últimos anos, a qualidade das descrições ofere-cidas e sua adequação ao público-alvo têm se tornado questões de extrema relevância, levando pesquisadores a repensar certos parâmetros que vêm guiando a área. Um desses pontos a serem revistos é o caráter compen-satório tradicionalmente atribuído à AD, segundo o qual o audiodescritor passa a ser “o olho” de quem não vê e a AD o instrumento que compensa a “perda” da visão. A ideia de que a experiência de videntes e pessoas com deficiência visual deva ou possa ser igualada, e de que esse deva ser o objetivo final da AD, acaba por resgatar conceitos há muito abandonados, como, por exemplo, o ideal de “equivalência”. Neste trabalho discutimos as raízes e consequências negativas dessa prática, bem como apresen-tamos um paradigma alternativo: o paradigma emancipatório. Sob esse novo viés, a AD supera tendências assistencialistas, contribuindo para que seu público tenha maiores condições de fruir produtos audiovisuais a seu próprio modo

    • English

      Audio description (AD) is a type of translation that aims at making audiovisual materials accessible. Its primary audience is made up of blind or low vision people for whom the resource is a source of information and leisure. In recent years, the quality of the descriptions offered and their suitability for the target audience have become extremely relevant issues, leading researchers to rethink certain parameters that have been guiding the area. One of these points to be reviewed is the compensatory character traditionally attributed to AD, according to which the translator becomes “the eye” of those who do not see and AD becomes the instrument that compensates for their “loss” of vision. The idea that the experience of sighted and visually impaired people should or even could be equated, and that this should be the ultimate goal of AD ends up rescuing long-abandoned concepts, such as, for example, the ideal of “equivalence”. In this paper, we discuss the roots and negative consequences of this practice, as well as present an alternative option: the emancipatory paradigm. Under this new paradigm, AD overcomes assistentialist tendencies, contributing to better help its target audience enjoy audiovisual products in their own way


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