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Resumen de Fatores de risco associados à prevalência de sedentarismo em trabalhadores da indústria e da Universidade de Brasília

José Odair Meireles Nunes, Jonhatan de Franca Barros

  • Introdução O sedentarismo, como fator de risco secundário, vem sendo estudado cientificamente desde 1950, mas somente em 1992 foi reconhecido como fator de risco primário (causal, major) para a morbimortalidade populacional, principalmente por doenças cardiovasculares. No que se refere ao sedentarismo no lazer, com base nos critérios de causalidade e em vários estudos epidemiológicos, o mesmo tem sido abordado sempre como uma variável independente (causal) da morbimortalidade populacional, sendo evidente a forte relação causal. No entanto, são raros os estudos que têm situado o sedentarismo no lazer (condição de morbidade) como uma variável dependente de outros fatores de risco, tais como o sexo, idade, tabagismo, sobrepeso, prontidão e o sedentarismo fora do lazer (ocupacional, doméstico e de transporte/locomoção), principalmente entre trabalhadores de diferentes ocupações e demandas energéticas laboral. O propósito deste estudo foi verificar a prevalência de sedentarismo no lazer (variável dependente) e sua associação com outros fatores de risco (variáveis independentes) em trabalhadores de diferentes ocupações e demandas energéticas, ou seja, trabalhadores da Universidade de Brasília e trabalhadores da indústria (UnB = 1,5 MET; Ind = >3-5 MET). Método Este estudo utilizou o método epidemiológico analítico transversal e a medida de risco OR (Odss Ratio) para verificar a associação entre as variáveis. Foram entrevistados 209 trabalhadores (89 UnB; 120 Indústria), por entrevistador único, mesmo procedimento (questionário), no próprio local de trabalho e sem aviso prévio. Foram coletados dados para determinação da prevalência de sedentarismo no lazer (variável dependente) e de outros fatores de risco (variáveis independentes) anunciados acima. A hipótese nula (H0) foi designada para orientar a associação entre cada fator de risco e a prevalência de sedentarismo no lazer. A análise estatística incluiu o teste do qui-quadrado e a razão de chance (OR exato - IC 95%) como medida de associação e risco. Foi estabelecido um nível de significância de p<0,05. Resultados A média de idade dos sujeitos constou de 38 anos (UnB 44 anos DP ± 8,9; Ind 32 anos DP ± 6,7). A prevalência de sedentarismo no lazer foi significativamente maior entre: 1) trabalhadores da UnB (ocupação mais sedentária = 1,5 MET), independente do sexo (UnB 52% vs Ind 41% p<0,05); 2) trabalhadores mais velhos da UnB e mais jovens da Indústria (p<0,01 qq=49,39); 3) trabalhadores com normopeso da indústria (p<0,01 qq=7,98) e 4) trabalhadores em não-prontidão da UnB e em prontidão da Indústria (p<0,001 qq=16,41). O OR mostrou que o sobrepeso, como fator de proteção entre trabalhadores da UnB (OR=0,37 IC=0,14-0,96 p=0,02) e o sexo feminino como fator de risco entre trabalhadores na Indústria (OR=4,29; IC=1,74-10,64 p<0,01), associaram-se significativamente com a prevalência de sedentarismo no lazer. Conclusão Mesmo com as limitações do estudo transversal e a utilização de questionário, é possível determinar a prevalência de sedentarismo no lazer associado a outros fatores de risco em trabalhadores de diferentes categorias ocupacionais utilizando a medida de risco OR. O sexo feminino foi um fator de risco para a prevalência de sedentarismo entre os trabalhadores da Indústria, sugerindo investigação mais aprofundada da questão. Métodos epidemiológicos prospectivos mais consistentes que o transversal estão indicados para utilização em futuras pesquisas, principalmente para verificar a prevalência de sedentarismo como uma condição dependente de fatores extrínsecos ao trabalhador, tais como o ambiente, a informação ou a oportunidade para a prática de determinada atividade física no lazer ou fora


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