The article analyzes the controversy sur- rounding samba, waged between Pedro Calmon and José Lins do Rego, in the Rio de Janeiro press in mid - 1939.
The debate takes place at the moment Carmen Miran- da travels to the United States, accompa- nied by Bando da Lua, to perform a series of shows that included a season on Broad- way and presentations in the Brazilian pavilion, which had been set up for the Expo 1 939 New York .
Carmen and her group were preparing to take a sample of Brazilian culture to the biggest interna- tional music venue, at time when several nations would to show the world their cul- ture and their technological advances.
The controversy opposes t wo expressive intel- lectuals.
On the one hand, Pedro Calmon, historian of the Brazilian Academy of Let- ters, a personality amongst the classicism of acclaimed authors and a supporter of racist scientific determinism, which was a 19th century inheritance.
On the other hand, José Lins do Rego, one of the names of the “1930s romance novel”, supporter of the proposal modernist subversion of national letters and a disciple of the “re- gionalist traditionalism” elaborated by Gilberto Freyre.
Under the context of the Estado Novo, nationalist cultural policy seeks to bring unity to the country by printing a popular identity to the nation, the controversy highlights different ex- planatory matrixes of Brazilian culture
O artigo analisa a polêmica em torno do samba, travada na imprensa carioca entre Pedro Calmon e José Lins do Re- go em meados de 1939.
O debate ocorre quando Carmen Miranda viaja aos Es- tados Unidos, acompanhada do Bando da Lua, para realizar uma série de shows que incluía uma temporada na Broadway e apresentações no pavilhão brasileiro montado para a Feira Mun- dial de Nova York.
Carmen e seu grupo levariam uma a mostra da cultura brasi- leira ao maior palco internacional da música, num momento em que diver- sas nações se reuniriam para mostrar ao mundo sua cultura e seus avanços tecnológicos.
Opõem - se, então, Pedro Calmon – historiador da Academia Brasileira de Letras , expoente do classi- cismo erudito dos autores consagrados e seguidor do determinismo científico racista, herança do século XIX – e José Lins do Rego, um dos nomes do “ro- mance de 30”, adepto da proposta mo- dernista de subversão das letras nacio- nais e que se colocava como discípulo do “tradicionalismo regionalista” de Gilberto Freyre.
Sob o contexto do Es- tado Novo, quando uma política nacio- nalista procurava conformar a unidade do país imprimindo uma identidade popular à nação, a polêmica põe em evidência difer entes matrizes explicati- vas da cultura brasileira.
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