Coimbra (Sé Nova), Portugal
In times of a purported refugee crisis, it is urgent to undertake a genealogy of present-day conceptions of refuge in Europe, examining how the latter articulate a colonial rationality, eliding the persistent unequal circuits of labour and subjectivity between European states and erstwhile occupied territories.
The paper defends that built environment studies can contribute to this project due to their attention to the dimensions of the social space-time of refuge, relating politics, inequality, and phantasy. It recalls European colonial villagization in the mid-Twentieth-Century as a space of forced displacement that rehearses the relation of the state with the refugee subject, focusing on a revision of the extant literature on the Portuguese colonial villagization program in Mozambique
Em tempos de uma suposta crise de refugiados, é urgente uma genealogia das actuais concepções de refúgio na Europa, examinando como articulam uma racionalidade colonial, elidindo os persistentes circuitos desiguais de trabalho e subjectividade entre estados europeus e territórios historicamente ocupados. O artigo defende que os estudos do ambiente construído podem contribuir para este projecto devido à sua atenção às dimensões do espaço-tempo social de refúgio, relacionando política, desigualdade, e fantasia. Recorda o aldeamento colonial europeu de meados do século passado enquanto espaço de deslocamento forçado que ensaia a relação do estado com o sujeito refugiado, concentrando-se numa revisão da literatura existente sobre o programa de aldeamento colonial português em Moçambique.
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