Argentina
Santiago, Chile
Numerosos trabajos evidencian las consecuencias negativas de la segregación a gran escala para los hogares de bajos ingresos. Sin embargo, las transfor-maciones territoriales en la periferia de las ciudades latinoamericanas, asociadas al desarrollo de barrios cerrados de ingresos medios y altos, tanto como el surgimiento de nuevas formas de urbanización en zo-nas de expansión urbana, generan una diversificación de las formas de segregación que experimentan los hogares de sectores populares. Este artículo presenta una investigación con métodos mixtos para tres ciu-dades chilenas y sus extraradios, cuyo objetivo fue comparar la experiencia de segregación de hogares que residen en vivienda social en la periferia popular y compacta, con la de hogares que habitan en vivien-da social en zonas de expansión urbana. Los hallazgos confirman diferencias de acceso a equipamientos y servicios en lo local, percepciones de seguridad e identidades territoriales. Puesto que la segregación se vive de forma diferente en estas distintas situacio-nes urbanas, tanto en términos objetivos o materiales como en términos simbólicos y de estigma territorial, es más apropiado hablar de segregaciones e identida-des territoriales múltiples.
Numerous papers have shown the negative consequences of large-scale low-income households segregation. Howev-er, both (i) the development of gated communities that have transformed Latin-American peripheries, as well as (ii) the emergence of new forms of urbanization in urban expan-sion areas, generate a diversification of segregation experi-ences among low income households. This article presents a comparison of the experience of segregation among those households living in social housing in the compact periph-ery, and those living in urban expansion areas. Based on a mixed methods research focused on three Chilean cities, findings confirm differences in (i) access to local services and infrastructure, (ii) perception of security, and (iii) ter-ritorial identities. In consequence, segregation is lived dif-ferently both in objective or material terms, and in symbolic and territorial stigma terms. We conclude discussing the applicability of the term “segregations” (in plural) and mul-tiple territorial identities to address this phenomenon.
Numerosos estudos mostram as conseqüências negativas da segregação em larga escala para as famílias de baixa renda. Pórem, tanto as transformações territoriais na perife-ria das cidades latino-americanas, associadas ao desenvol-vimento de condomínios fechados de média e alta renda, quanto o surgimento de novas formas de urbanização em áreas de expansão urbana, geram uma diversificação das formas de segregação experimentadas pelas famílias de bai-xa renda. Este artigo apresenta uma pesquisa com métodos mistos para três cidades chilenas e seus extra-radios, cujo objetivo foi comparar a experiência de segregação dos do-micílios que vivem em habitação social na periferia popular e compacta, com a dos domicílios que vivem em habitação social em áreas de expansão urbana. Os resultados confir-mam diferenças no acesso a equipamentos e serviços a ní-vel local, percepção de segurança e identidades territoriais. Como a segregação é vivenciada de forma diferente nessas diferentes situações urbanas, tanto em termos objetivos ou materiais, quanto em termos de simbolismo e estigma ter-ritorial, é mais apropriado falar de segregação e múltiplas identidades espaciais.
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