Álvares de Azevedo refletiu sobre a história e a teoria da literatura em toda sua produção poética. Além disso, produziu “Estudos Literários” com tal objetivo. O poeta indicou os autores com os quais dialogava e delineou o projeto literário no qual buscava se inserir. O presente artigo analisará o Estudo “Alfred de Musset – Jacques Rolla”, em que Álvares de Azevedo traça um perfil do romântico francês; traduz e analisa longos trechos do poema narrativo citado no título; e, por fim, faz uma análise da questão da descrença em Voltaire, Byron, Shelley e Musset. Seguindo o caminho traçado por Álvares de Azevedo, o artigo versará sobre como, na apresentação de Musset e no elogiou a determinados aspectos de sua produção artística, o poeta brasileiro aponta para a própria produção; fazendo o mesmo com a escolha dos trechos que mereciam ser traduzidos ou aprofundados em “Jacques Rolla” e, ao final, mostrando como ele próprio entendia a questão da descrença e, também, a obra de Voltaire, Byron e Shelley, vistos como precursores de Musset nesta temática. Destaca-se o papel de Álvares de Azevedo como leitor ativo e autor reflexivo de sua obra, não mero receptor da literatura europeia e escritor “influenciado” por temas alheios
Alvares de Azevedo reflects on History and Literary Theory in all of his poetic works. Beyond that, he produced his literary studies with this aim. The poet indicated the authors with who he was interacting with and outlined his literary project. This article will analyze the study “Alfred de Musset-Jaques Rolla”, where Alvares de Azevedo traces a romantic profile of the French; translates and analyzes long passages of the narrative poem quoted in the title; and finally, he analyzes the general disbeliefs of Voltaire, Byron, Shelley and Musset. Following his path, this article will present how his descriptions of Musset and by praising aspects of the French poet’s artistic production, the Brazilian poet points out for his own production; and at last, it shows how he understood the concerns related to disbelief and elected the works of Voltaire, Byron and Shelley as Musset’s precursor. This highlights Alvares de Azevedo role’s as an active reader and as a reflective writer of his oeuvre and not a simple receiver of European Literature and a writer “influenced” by someone’s topics
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