Este artigo trata da religiosidade na cultura intelectual brasileira durante a Primeira República. Segundo uma perspectiva debitária da história das sensibilidades e dos intelectuais, trata-se da maneira como a temática religiosa alterou-se profundamente entre as primeiras décadas da República e os anos posteriores à Grande Guerra. Destaca-se a passagem na cultura intelectual de uma relação geral distanciada, curiosa e, mesmo, cética, em relação ao religioso, que pode ser evidenciada pelos escritos de João do Rio (Paulo Barreto), para a afirmação de posicionamentos dogmáticos, intolerantes e engajados, especialmente na rearticulação do movimento católico que assumirá o papel de protagonista na história política, cultural e social brasileira entre os anos 1920 e 1930. Neste caso, a conversão ao catolicismo do intelectual Alceu Amoroso Lima torna-se um símbolo de tal transição.
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