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Exílio, mobilidade e poder na Antiguidade Tardia: O caso de Gala Placídia Augusta (423 d.C.)

    1. [1] Universidade Federal do Espírito Santo

      Universidade Federal do Espírito Santo

      Brasil

  • Localización: Revista Diálogos Mediterrânicos, ISSN-e 2237-6585, Nº. 19, 2020 (Ejemplar dedicado a: As Mobilidades no Mediterrâneo II), págs. 42-57
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Exile, mobility and power in Late Antiquity: The case of Galla Placidia Augusta (423 AD)
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      Exile, mobility and power must be understood as three concepts, irremediably, interwoven. In the course of the fifth century AD, the exile of Aelia Galla Placidia is, in this sense, an important episode to be understood at the intersection of these three concepts. Galla Placidia, mother of Valentiniano III and Justa Grata Honoria, was exiled due to tension with half brother Honorius. Her exile, carried out in Constantinople poses some challenges to our usual understanding of the concept of “exile” as the distant place, place of difference, the otherness place, outer space that deterritorializes and uproots the one to whom such sentence is imposed in order to lead the individual to isolation. On the contrary, it is possible to argue that Galla Placidia went to Constantinople, his hometown, and remained influential because his "exile" implies another notion of "otherness" linked to a mobility towards the other center of power, Constantinople that rivals with the city of Ravenna that also emerges as an important center of power in Late Antiquity. What we learnt from this episode is that being Gala Placidia a character who lived most of his life between places, traveling throughout the Roman Empire from Constantinople to Rome to the more westerly regions like the Gaul and Hispania even when these regions were no longer under Roman control, her exile rather than weakening her further affirmed her power and influence.

    • português

      Resumo: Exílio, mobilidade e poder devem ser compreendidos como três conceitos, irremediavelmente, imbricados. Ocorrido no decurso do século V d.C., o exílio de Élia Gala Placídia é, neste sentido, um episódio importante a ser compreendido na intersecção destes três conceitos. Gala Placídia, mãe de Valentiniano III e Justa Grata Honória, foi exilada em razão de uma tensão com o meio irmão Honório. Seu exílio, cumprido em Constantinopla, coloca alguns desafios à nossa compreensão usual acerca da concepção de “exílio” como o espaço longínquo, lugar da diferença, do outro, espaço exterior que desterritorializa e desenraiza aquele a quem tal sentença é imposta na busca de conduzir o indivíduo ao isolamento. Pelo contrário, é possível argumentar que Gala Placídia foi para Constantinopla, sua cidade natal, e permaneceu influente porque seu “exílio” implica em uma outra noção de “outro” vinculado à uma mobilidade em direção à outro centro de poder. Constantinopla rivaliza com Ravena que desponta também como importante centro de poder na Antiguidade Tardia. O que depreendemos desse episódio é que sendo Gala Placídia uma personagem que viveu grande parte de sua vida entre lugares, viajando com frequência por todo o Império Romano desde Constantinopla à Roma até em direção a regiões mais à oeste como as Gálias e a Hispânia mesmo estas regiões não estando mais sob o controle romano, o seu exílio em lugar de enfraquecê-la afirmou ainda mais seu poder e influência.


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