O texto discute como a formação continuada pode ou não influenciar a prática pedagógica docente. Para tanto, analisa as entrevistas e observações em sala de aula realizadas com doze professoras participantes de um curso de formação continuada. Utiliza como categorias teóricas os conceitos de cotidiano e não cotidiano (Heller) e de sentido e significado (Leontiev). Conclui que a influência que qualquer evento de formação docente venha a exercer sobre a prática de professores depende, principalmente, dos mediadores que possam proporcionar-lhes possibilidades de ruptura com as formas de pensamento cotidiano, permitindo, portanto, a aproximação do seu sentido pessoal do significado social do trabalho docente.
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