Brasil
The International Labour Organization (ILO), through recommendations and international treaties, since it's foundation, states norms for the guarantee of a decent, productive, adequate and paid work, done with all the conditions of liberty, safety and equity between men and women. In 2019, ILO celebrates it's centennial birthday, and despite gender equity being a world goal, aiming the equality of salaries and opportunities, it's still possible to declare that women's inclusion in leadership positions still faces obstacles on structural sexism, thus represented by the phenomenon called glass ceiling, which is an invisible barrier, though resistent enough to prevent female professional ascension. The stereotypical vision of female work, based on activity division, on organizational culture and family responsibilities brings a dangerous segregation, as it fits women on certain niches of employment, blocking their progression. Therefore, the goal of the present essay is to analyze the female Labour Law through the barriers imposed by the glass ceiling, demonstrating the disparities in the work market and leadership positions, based only on gender issues, bringing the main conventions and policies presented by ILO and by signing countries, with the goal of breaking the barrier. For this purpose, the deductive method was used, with bibliographic, legislative and documental research, which aided on the data analysis, fostering the discussion. The results evidenced the influence of this invisible barrier on women's ascension to leadership positions and the importance of applying effective policies that break the segregationist patterns, allowing the transformation of both corporate and social culture, enabling female empowering on all sectors of the labour market.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de recomendações e tratados internacionais, determina, desde a sua fundação, normas bases para a garantia do exercício de um trabalho digno, produtivo, adequadamente remunerado e exercido com condições mínimas de liberdade, segurança equidade entre homens e mulheres. No ano de 2019, a OIT comemora seu centenário e, embora a promoção da igualdade de gênero configure uma meta mundial, prezando a isonomia de salários e oportunidades, podemos afirmar que a inclusão das mulheres em cargos de liderança ainda encontra óbices no machismo estrutural, este representado pelo fenômeno chamado de “teto de vidro” (“glass ceiling”), que corresponde a uma barreira invisível, mas resistente o suficiente para impedir mulheres de ascenderem profissionalmente, ocupando cargos de direção. A visão estereotipada do trabalho feminino, baseada na divisão de atividades, na cultura organizacional e nas responsabilidades familiares, traz uma perigosa segregação, uma vez que enquadra a mulher em determinados nichos do setor trabalhista, impedindo sua progressão. Desta forma, o objetivo da presente pesquisa é analisar o Direito do Trabalho da mulher pelas barreiras impostas pelo fenômeno do teto de vidro, demonstrando as disparidades no mercado de trabalho e nos cargos de liderança, baseadas apenas em questões de gênero, trazendo as principais convenções e políticas apresentadas pela OIT e por países comprometidos, com o intuito de quebrar a mencionada barreira. Para tanto, foi utilizado o método dedutivo, com pesquisas bibliográfica, legislativa e documental, que auxiliaram na análise dos dados, fomentando a discussão. Os resultados obtidos demonstraram influência da barreira invisível na ascensão de mulheres para cargos de liderança e a importância da aplicação de políticas efetivas que quebrem os padrões segregacionistas, permitindo a transformação das culturas coorporativa e social, possibilitando, de maneira efetiva, o empoderamento feminino em todas as áreas do mercado de trabalho.
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