ULISSES E O TIMONEIRO À noite do riso, a penumbra desce É a vaga que traz a nau E sabe o caminho até Ítaca.
Rumores, vozes abafadas e o remo Algum vinho antigo Ulisses acabara de sorver O calor interior, ante o frio Do infinito mar, é integridade De poeta, de guerreiro, de sonhador.
O Timoneiro sustenta a flâmula Na outra mão a lâmpada pende Às lembranças de amigos que jazeram.
Ulisses, o que vale o navegar? - talvez, apenas o Retorno.
E o que não vale? - o chão, onde nenhum homem tombou Essa terra virgem.
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