Ao longo do tempo da história das civilizações, a convivência social em liberdade foi compartilhada com diversas formas de escravidão sobre os povos. O trabalhador da contemporaneidade pode situar-se preso, condição que vai à contramão da perspectiva do trabalho livre. Contemporaneamente essa relação de submissão e opressão ocasionam distanciamentos de interesses e de convivência. Apesar da pressuposição da abolição da escravatura, no contexto dos estudos organizacionais, sediscutem formas modernas de escravidão, práticas mais ou menos sutis, em que a privação da liberdade pode se dá a partir da precarização das relações de trabalho. Este trabalho de pesquisa objetivou analisar o conceito de escravidão contemporânea a partir da precarização das relações de trabalho tecnologizadas e da vida em sociedade observadas em linguagem fílmica. A metodologia desse estudo se caracteriza uma abordagem qualitativa, onde foi desenvolvido um estudo observacional na perspectiva de espectador não participante a uma narrativa fílmica. Como objeto de investigação reflexiva, utiliza-se um episódio da série Black Mirror, que apresenta situações sociais hodiernas a partir dos impactos sociais da tecnologia.De modo específico, foiorganizado um quadro teórico-analítico do conceito contemporâneo de escravidão a partir de estudos recentes sobre a precarização das relações de trabalho; e descrito a relação da precarização do trabalho como conceito de escravidão contemporânea a partir da observação analítica de uma narrativa fílmica. Como principais resultados têm-se, quea escravidão contemporânea sofre influência da tecnologização do trabalho. Estas relações tornam-se precarizadas, não somente pela fragilidade no âmbito financeiro, mas também em relação ao social. Foi possível observar que o contexto do episódio de Black Mirror,se assemelha ao que é vivenciado atualmente em outros contextos empíricos abordados em textos acadêmicos citados noestudo, já que muitos trabalhadores se vêem obrigados a render-se a um sistema de trabalho, muitas vezes, árduo e mal remunerado.
Throughout the history of civilizations, social life in freedom has been shared with various forms of slavery over peoples. The contemporary worker may be in a kind of prison, a condition that goes against the perspective of free labor. At the same time, this relationship of submission and oppression causes distances of interests and coexistence. Despite the presupposition of the abolition of slavery, in the context of organizational studies, modern forms of slavery are discussed, more or less subtle practices, in which the deprivation of freedom can be based on the precariousness of labor relations.
This research aimed to analyze the concept of contemporary slavery from the precariousness of technologized labor relations and life in society observed in film language. The methodology of this study is characterized by a qualitative approach, where an observational study was developed from the perspective of a non-participant viewer to a film narrative. As an object of reflective investigation, we use an episode of the Black Mirror series, which presents today's social situations from the social impacts of technology. Specifically, a theoretical-analytical framework of the contemporary concept of slavery was organized from recent studies on the precariousness of labor relations; The relationship between the precariousness of work and the concept of contemporary slavery is described from the analytical observation of a film narrative. The main results are that contemporary slavery is influenced by the technologization of labor. These relationships become precarious, not only because of their fragility in the financial sphere, but also in relation to the social. It was observed that the context of the episode of Black Mirror, resembles what is currently experienced in other empirical contexts addressed in academic texts cited in the study, as many workers are forced to surrender to a work system, often, hard and poorly paid.
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