Arrondissement de Nivelles, Bélgica
En el prefacio de la segunda edición de Crítica de la razón pura, Kant plantea una revolución metodológica en Filosofía similar a la revolución copernicana: en vez de tratar el observador como un centro fijo en torno de quien los objetos gravitan, pensarlo antes como un móvil cuyos movimientos cognitivos permitirían explicar fenómenos anteriormente inexplicables. Algunos filósofos contemporáneos sugieren que esta revolución se debería realizar desde lo geográfico, pues los problemas fundamentales de la Filosofía parecen gravitar todos en torno del mismo centro fijo, el que no se confronta a la fragilidad de su ubicación geográfica contingente: el centro europeo. El artículo tiene como propósito reconstruir las líneas generales de esta nueva revolución copernicana como un procedimiento de reevaluación de tres vectores centrales del saber: el Yo, el Otro y el Todo.
No prefácio da segunda edição da Crítica da razão pura, Kant propõe uma revolução metodológica em Filosofia similar à revolução copernicana: ao invés de tratar o observador como um centro fixo em torno do qual os objetos gravitam, pensá-lo antes como um móvel cujos movimentos cognitivos permitiriam explicar fenômenos anteriormente inexplicáveis. Alguns filósofos contemporâneos sugerem que essa revolução deva ser realizada de um ponto de vista geográfico, pois os problemas fundamentais da Filosofia parecem gravitar todos em torno do mesmo centro fixo, o qual não é confrontado à fragilidade de sua posição geográfica contingente, o centro europeu. O objetivo deste artigo é reconstruir as linhas gerais dessa nova revolução copernicana como um procedimento de reavaliação de três vetores centrais do saber: o Eu, o Outro e o Todo.
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