Argentina
El objetivo del texto es aportar insumos que permitan poner a discusión los conceptos de transposición didáctica y de educación deportiva en la Educación Física del Sistema Educativo. El primero, la trasposición didáctica, puede llevar a una interpretación que considera, de manera reduccionista, que el campo de lo escolar es una suerte de molde en donde el saber sabio ha de verter sus conocimientos, que no son otra cosa que “los conocimientos en estado prístino”, ignorando supinamente las condiciones epistemológicas y sociales que posibilitan y condicionan su aparición, como así también los propósitos y necesidades peculiares y específicas de cada campo. La Educación Física, luego del paso por las influencias biomédicas y/o militaristas, parece haber adoptado al deporte como el saber sabio, organizando de esta manera sus prácticas; este deporte, parece además, fuertemente influenciado por una lógica claramente dependiente de su égida. Si la escuela se propone generar procesos de solidaridad, de grupalidad y cooperación por sobre las actitudes individualistas, meritocráticas e hipercompetitivas, y superar su naturalizada socialización hacia la búsqueda de procesos definitivamente transformadores, deberá plantearse cuáles son las situaciones motrices de las que valerse y el carácter pedagógico y emancipatorio de su propuesta. Esto no implica desechar el deporte; se trata de apropiarse de él, de resignificarlo y subvertirlo a la medida de los intereses del campo educativo y no de manera crítica y obsecuente, y de esta forma proponer prácticas escolares que conduzcan procesos deliberados de educación deportiva.
The objective of the text is to provide inputs that allow for a discussion of the concepts of didactic transposition and sports education in the Physical Education of the Educational System. The first one, the didactic transposition, can lead to an interpretation that considers, in a reductionist way, that the school field is a sort of mold where the wise knowledge has to pour its knowledge, which is nothing else than "the knowledge in a pristine state", supremely ignoring the epistemological and social conditions that make possible and condition its appearance, as well as the purposes and peculiar and specific needs of each field. Physical Education, after passing through biomedical and/or militaristic influences, seems to have adopted sport as wise knowledge, thus organizing its practices; this sport, moreover, seems to be strongly influenced by a logic clearly dependent on its aegis. If the school intends to generate processes of solidarity, grouping and cooperation over individualistic, meritocratic and hyper-competitive attitudes, and to overcome its naturalized socialization towards the search for definitively transformative processes, it will have to consider which are the motor situations to use and the pedagogical and emancipatory character of its proposal. This does not imply discarding sport; it is a matter of appropriating it, of resignifying and subverting it in accordance with the interests of the educational field and not in a critical and obscene way, and thus proposing school practices that lead to deliberate processes of sports education.
O objetivo do texto é fornecer subsídios que permitam discutir os conceitos de transposição didática e educação esportiva na Educação Física do Sistema Educacional. A primeira, a transposição didática, pode levar a uma interpretação que considere, de forma reducionista, que o campo escolar é uma espécie de molde em que o saber sábio deve derramar seu saber, que nada mais é do que “saber em estado prístino”, supinamente ignorando as condições epistemológicas e sociais que possibilitam e condicionam seu surgimento, bem como os propósitos e necessidades peculiares e específicas de cada campo. A Educação Física, após passar por influências biomédicas e/ou militaristas, parece ter adotado o esporte como conhecimento sábio, organizando assim suas práticas; este esporte também parece ser fortemente influenciado por uma lógica claramente dependente de sua égide. Se a escola pretende gerar processos de solidariedade, de grupo e de cooperação sobre atitudes individualistas, meritocráticas e hipercompetitivas, e superar a sua socialização naturalizada na busca de processos definitivamente transformadores, deve considerar quais as situações motrizes a utilizar e as caráter pedagógico e emancipatório de sua proposta. Isso não significa descartar o esporte; trata-se de apropriar-se dele, ressignificá-lo e subvertê-lo de acordo com os interesses do campo educacional e não de forma crítica e obsequente, e dessa forma propor práticas escolares que conduzam processos deliberados de educação esportiva.
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