Brasil
En este trabajo, proponemos una aproximación entre el concepto de género y la Crítica Genética, partimos del análisis de los datos del proceso de construcción de una reseña escrita por dos estudiantes universitarios. La noción de género que adoptamos es la de Bakhtin (2011), para quien los géneros son“tipos de discursos relativamente estables” producidos por las esferas del uso de la lengua. Para referirnos a la Crítica Genética, que es el área que le ofrece al texto la perspectiva del proceso, recurrimos, además de otros, a Salles (2000) y Biasi (2006). Así como lo hacen los genetistas, lanzamos una mirada al proceso: lo que nos importa, no es solo el resultado, es cómo se llega a ser. Nuestros análisis mostraron que los datos procedimentales nos permiten llegar a detalles muy específicos de la construcción de un texto, a los que no tendríamos acceso considerando solo el producto escrito final, como eliminaciones, inserciones, elecciones de vocabulario, etc., realizadas por el escritor.
In this article, we propose an approximation between the concept of gender and Genetic Criticism, based on data analysis of a review building process written by a pair of university students. The concept of gender that we adopt is from Bakhtin (2011), for whom genres are “relatively stable types of statements” produced by the spheres of language use. To approach Genetic Criticism, an area that gives the text the perspective of the process, we resort to Salles (2000) and Biasi (2006), among others. As geneticists do, we pay attention at the process: what interests us is becoming and not just the product. Our analyzes showed that procedural data allow us to arrive at very specific details of the text construction, wich we would not have access considering only the final written product, such as deletions, insertions, vocabulary choices, etc., made by the writer.
Neste trabalho, propomos uma aproximação entre o conceito de gênero e a Crítica Genética, a partir da análise de dados do processo de construção de uma resenha escrita por uma dupla de estudantes universitários. A noção de gênero que adotamos é a de Bakhtin (2011), para quem gêneros são “tipos relativamente estáveis de enunciados” produzidos pelas esferas de utilização da língua. Para tratarmos da Crítica Genética, área da Literatura que dá ao texto a perspectiva do processo, recorremos, entre outros, a Salles (2000) e Biasi (2006). Assim como fazem os geneticistas, lançamos um olhar para o processo: o que nos interessa é o vir a ser e não apenas o produto. Nossas análises mostraram que dados processuais nos permitem chegar a detalhes muito específicos da construção do texto, os quais não teríamos acesso apenas com o texto pronto, como os motivos que levaram os estudantes a fazerem determinadas escolhas genéricas.
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