When the House of Aviz ascended to the portuguese throne after 1385, new ways of political action were taken in the intention of confirming royal legitimacy. Thus, King Edward ordered to the head of the royal archives the writing of chronicles that would tell the history and deeds of Portuguese kings. Therefore, the chronicler Fernão Lopes built the narrative of the Chronicle of King John I putting on practice a new form of writing, making him different from the other examples of chroniclers found so far. In this article, we intent to present how the Lopes’ narrative displays different temporalities. Using these times combined with traces of orality, Lopes built a notion of truth and convincing to the people who read/heard his work. Ergo, time and orality became tools of a speech that objected the construction of memory and identity
Quando a Dinastia de Avis ascendeu ao trono português, após 1385, novas formas de ação política foram elaboradas na intenção de confirmar a legitimidade régia. Desse modo, o rei D. Duarte encomendou ao guarda-mor da Torre do Tombo a feitura de crônicas que contassem a história e os feitos dos reis portugueses. Assim, o cronista Fernão Lopes construiu a narrativa da Crônica de D. João I, colocando em prática uma nova forma de escrita, diferente dos demais exemplos de cronistas presentes até então. Neste artigo, intencionamos apresentar como a narrativa lopesiana dispõe de temporalidades diferentes.
Usando tais tempos combinados com traços de oralidade, Lopes construiu uma noção de verdade e de convencimento a quem lia/escutava sua obra. Logo, tempo e oralidade tornaramse ferramentas de um discurso que objetivava a construção de uma memória e identidade.
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