Brasil
O presente trabalho propõe-se a investigar os embates pela terra na região do Alentejo, Portugal, na esteira da Revolução dos Cravos cuja vitória colocou a questão do latifúndio e da intensa exploração a que eram submetidos os trabalhadores agrícolas na região alentejana no centro da agenda política portuguesa. Iniciado como um movimento pelo pleno emprego, a mobilização dos trabalhadores agrícolas, sob liderança do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Alentejo e com forte participação dos membros do Partido Comunista, gradualmente caminhou no sentido da luta pela reforma agrária. Assim, pretende-se mapear os embates entre as deliberações do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Alentejo e os grandes proprietários rurais, reúnidos na Associação Livre de Agricultores (ALA) em torno dos contratos coletivos de trabalho e das ocupações ocorridas na região. Para tal, o corpus documental do trabalho será formado pela narrativa construida pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Alentejo, José Soeiro, reúnida na obra Reforma Agrária – A Revolução no Alentejo, publicada em 2013, e pelas edições do Diário do Alentejo durante o ano de 1974 e primeiros meses de 1975, momento central dos embates. Por meio da análise deste corpus documental pretende-se reconstituir a trajetória do movimento pela Reforma Agrária na região do Alentejo, destacando os embates entre os principais sujeitos históricos envolvidos, considerado como o ápice do movimento dos trabalhadores agrários alentejanos.
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