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Sexualidades em trânsito: deslocamentos queer e conflitos espaciais em "Todos nós adorávamos caubóis", de Carol Bensimon

    1. [1] Universidade Federal de Pelotas

      Universidade Federal de Pelotas

      Brasil

  • Localización: Anuário de literatura: Publicaçao do Curso de Pós-Graduaçao em Letras, Literatura Brasileira e Teoria Literária, ISSN 1414-5235, Vol. 25, Nº 1, 2020, págs. 22-38
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Sexualities in transit: queer dislocations and space conflicts in "Todos nós adorávamos caubóis", by Carol Bensimon
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      This paper deals with the journey as a sexuality construction space in the novel Todos nós adorávamos caubóis (2013), by Carol Bensimon, discussing the dislocation as a possibility of (self) acknowledgement, the conflicts between southern Brazil land and the ex-centric sexualities, as well as the articulation of gender roles in the characters’ attitudes. The analysis of this literary work is justified by narrating lesbian/bissexual women as protagonists in places of sexist cultural predominance, based on Brazilian contemporary literature studies and on the queer theory, based mainly on theorists such as Regina Dalcastagnè (2012; 2015), Judith Butler (2019) and Guacira Lopes Louro (2014; 2018). It is understood that the journey is important for the understanding of the characters, rather than visible aspects not previously perceived, in relation to both their sexualities and other social relationships. It is concluded that the spaces, even when in conflict, act as necessary for the identity construction of the characters, and they also become definitive for a possible mutation in the environment. Furthermore, it is noticed that, even though incorporating the gender standards as identity guides, the characters queerize the crossed places, surpassing borders and putting themselves constantly in transit.

    • português

      Este artigo trata da viagem como espaço de construção da sexualidade no romance Todos nós adorávamos caubóis (2013), de Carol Bensimon, discutindo o deslocamento como possibilidade de (auto)conhecimento identitário, os conflitos existentes entre o solo gaúcho e as sexualidades ex-cêntricas, bem como a articulação dos papéis de gênero nas atitudes das personagens. Justifica-se a análise da obra por narrar mulheres lésbicas/bissexuais como protagonistas em locais de predominância cultural machista, fundamentando-se em estudos da literatura brasileira contemporânea e na teoria queer, baseando-se principalmente em teóricas como Regina Dalcastagnè (2012; 2015), Judith Butler (2019) e Guacira Lopes Louro (2014; 2018). Entende-se que a viagem é importante para a compreensão das personagens, ao tornar visíveis aspectos não antes percebidos, tanto em relação às suas sexualidades quanto às outras relações sociais. Conclui-se que os espaços, mesmo quando conflituosos, atuam como necessários para a constituição identitária das personagens, e elas também se tornam definitivas para uma possível mutação nos ambientes. Além disso, percebe-se que, mesmo incorporando padrões de gêneros como norteadores identitários, as personagens queerizam os locais percorridos, ultrapassando as fronteiras e colocando-se continuamente em trânsito.


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