Centrando-se na candidatura portuguesa de adesão à Comunidade Económica Europeia, este artigo procura demonstrar que a simultaneidade das negociações de adesão de Portugal e de Espanha atrasaram a adesão portuguesa, assim como o facto de, embora os Estados-membros serem favoráveis em princípio ao novo alargamento, terem lidado com o processo ao seu ritmo e de acordo com as suas próprias e muito particulares exigências, pelo que procuraremos demonstrar de que modo é que os interesses dos Estados-membros condicionaram todo o processo negocial.
This article focuses on the Portuguese application for membership to the European Economic Community, seeking to demonstrate that Portuguese accession was delayed as a result of the simultaneity of Portugal and Spain’s accession negotiations.
It also analyses the fact that although Member States were theoretically in favour of further enlargement, they dealt with the process at their own pace, and in accordance with their own specific requirements; we therefore show how the interests of the Member States conditioned the accession process.
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