Apresentam-se as ânforas vinárias encontradas na cidade romana de Seilium (Tomar), provenientes de escavações efectuadas no forum (rua Carlos Campeão) e nas insulae da Alameda 1 de Março e da Rua Norton de Matos, cuja variedade tipológica -- com presença de ânforas da classe 10 (= Dressel 2-4); classe 6 (= Pascual 1); classe 15 (= Haltern 70); classe 31 (= Dressel 28); classe 28 (= Gaulesa 1); classe 27 (= Gaulesa 4); classe 9 (= tipo Ródio); Agora M54 -- indica uma realidade em que o consumo de produtos vínicos importados é bem patente, atingindo o auge durante a dinastia dos Júlios-Cláudios, entre os finais do século I a.C. e a segunda metade do século I d.C. Registou-se ainda a presença de um tipo de ânfora de produção lusitana, mais tardia e presumivelmente vinária (Lusitana 3).
O estudo das ânforas vinárias de Seilium permite-nos constatar que a urbe estaria inserida na rede romana de comércio a longa distância -- com importações vínicas de diversas províncias do Mediterrâneo Ocidental (Narbonense, Tarraconense e Bética) e mesmo do Mediterrâneo Oriental (Rodes).
Procede-se finalmente a uma análise comparativa com ânforas vinárias, identificadas em outros dois contextos urbanos da Lusitânia: Conimbriga e Caetobriga (Setúbal), para os quais dispomos de dados seguros e convenientemente publicados, procurando aferir-se semelhanças e diferenças relativamente a Seilium, no respeitante aos ritmos de consumo de vinho e vias de abastecimento
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