Este trabalho constitui-se de uma análise bibliográfica acerca da história das ideias e das práticas epistemológicas que possibilitaram, em conjunto, o surgimento e a legitimação da Reforma Protestante durante o Renascimento. Para tanto, apresenta as principais características do Humanismo cultural e suas ramificações sociais, no intuito de esclarecer a sociabilidade comum que envolve o pensamento e a atividade dos indivíduos deste período. Isso significa que uma ideia pode surgir a qualquer momento, mas só ganhará força “histórica” se for ao encontro dos interesses de sua época. Neste sentido, o artigo enfatiza que a Reforma só foi possível, porque as condições materiais, intelectuais e psicológicas dos indivíduos, que participaram dela, convergiram em direção a novas ideias e práticas por ela inspiradas.
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