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Modelo logístico multinomial: Identificação de factores associados à mudança na adesão à terapêutica anti-hipertensora

    1. [1] Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa.
    2. [2] ISAMB/IMPSP, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa.
  • Localización: XII Congreso Galego de Estatística e Investigación de Operacións: Lugo, 22-23-24 de outubro de 2015. Actas / María José Ginzo Villamayor (ed. lit.), José María Alonso Meijide (ed. lit.), Luis Alberto Ramil Novo (ed. lit.), 2015, ISBN 978-84-8192-522-7, págs. 273-274
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • Introdução: A Hipertensão Arterial (HTA) é uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que leva o coração a efectuar um esforço adicional para realizar a circulação através dos vasos sanguíneos. Estima-se que a prevalência da HTA na população portuguesa seja de 42,2%, para os adultos com idade compreendida entre os 18 e 90 anos (Polonia et al., 2014). Apesar de as doenças cardiovasculares corresponderem à maior causa de morte em Portugal, o controlo da HTA ainda está longe de ser eficaz uma vez que as estimativas apontam para que 44,4% dos hipertensos medicados não alcancem os níveis de pressão arterial considerados normais (Polonia et al., 2014). A não-adesão à terapêutica e/ou a inércia terapêutica são apontados como dois dos principais factores de não-controlo da HTA. Material e Métodos: O presente estudo está inserido no projecto DIMATCH-HTA (Determinants and Impact of Medication Adherence and Therapeutic Change in the Control of Arterial Hypertension among cohorts of immigrants and non-immigrants at the primary care level), conduzido pelo Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina, Ulisboa (PTDC/SAU-ESA/103511/2008). Neste trabalho, pretende-se identificar os factores que influenciam as mudanças de comportamento na adesão à medicação, no que diz respeito à HTA. O estudo longitudinal baseou-se na aplicação de questionários presenciais a doentes hipertensos, com idade compreendida entre os 40 e 80 anos e seguidos nos Cuidados de Saúde Primários da região de Lisboa. Os dados em análise foram recolhidos em dois momentos: Setembro de 2010 (período basal) e Março de 2011 (6 meses depois). O questionário engloba variáveis de natureza diversa, nomeadamente: sociodemográficas; clínicas; avaliação do controlo da HTA e caracterização do acesso aos cuidados de saúde primários. A classificação do paciente como “aderente”, ou “não aderente” à medicação para a HTA, baseou-se na aplicação da escala de adesão de Morisky, auto-reportada (Morisky et al., 1986). Para identificar os factores que conduzem às mudanças de comportamento entre o período basal e passados 6 meses, procedeu-se ao ajustamento de um modelo de Regressão Logística Multinomial. Este modelo é adequado para descrever situações em que a variável resposta é nominal, com três, ou mais, níveis. Neste estudo, a variável resposta - construída com o objectivo de descrever a dinâmica de adesão, ou não, à medicação para o controlo da HTA nos momentos supra citados - foi categorizada em três níveis: “sempre aderente” (doentes que se mantiveram sempre aderentes); “melhor comportamento de adesão” (doentes que passaram de não aderentes, no basal, a aderentes ao fim de 6 meses) e “mudança/manutenção de não-adesão” (doentes que se mantiveram sempre não aderentes ou que passaram a não aderentes aos 6 meses). Resultados: A amostra em estudo compreende 285 doentes hipertensos. Uma análise exploratória permitiu verificar que 28,8% dos doentes mantêm-se sempre aderentes à medicação, ao passo que 31,6% mantêm-se sempre não aderentes. Quanto às mudanças de comportamento, 27,1% dos doentes apresentam uma mudança positiva (i.e., passagem de não aderente para aderente), ao passo que para 12,5% dos doentes essa mudança é negativa. Ajustou-se um modelo de Regressão Logística Multinomial aos dados. A selecção das variáveis significativas para descrever o fenómeno em estudo foi realizada a partir do Método Stepwise. Com base no modelo estimado, verificou-se que existe uma probabilidade estatisticamente significativa de os doentes que satisfaçam pelo menos um dos critérios a seguir apresentados tenham uma maior probabilidade não aderirem à medicação, quando comparados com os doentes sempre aderentes: ser de etnia negra (OR=4,25; p-value=0,002); não ter ajuda para controlar a HTA (OR=0,40; p-value=0,077); não ter recorrido ao farmacêutico (OR=0,38; p-value=0,018) ou ao enfermeiro (OR=0,20; p-value=0,057), no último ano, para controlar a HTA. Conclusões: O presente estudo permitiu identificar as principais características dos doentes que conduzem à não-adesão à medicação para o controlo da HTA. Trata-se de uma ferramenta importante para que os profissionais de Saúde possam tomar medidas eficazes no combate à HTA não controlada, com particular atenção para o papel dos profissionais de saúde na promoção da adesão à medicação


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