Na etnografía dos dias de hoje, a situação de contato dos indios Yanomami do Brasil e da Venezuela representa um caso raro. Sendo o maior grupo indígena da América do Sul que ainda é monolingüe e que mantém muito de seu estilo de vida tradicional, os Yanomami, com aproximadamente 20.000 pessoas, foram, até recentemente, poupados dos efeitos destrutivos do contato intenso com a sociedade nacional. A dificuldade de acesso ao seu território é a principal razão para esse isolamento; grande parte de seu habitat está em terras montanhosas cobertas de floresta equatorial, o chamado Maciço das Guianas, geralmente acessível por aviões de pequeno porte.
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