Percorrendo o acervo da etnografia “afro-brasileira”, e sobretudo ao deter-se nas obras dedicadas ao rito do Candomblé, dificilmente escapará o leitor mais corajoso a um profundo desalento. Excluindo os que o mérito do pioneirismo — com freqüência exaltado além da medida — sempre justifica, mais um pequeno número de outros estudos transformados em clássicos pela seriedade e legítimo espírito científico dos autores, ta n to quanto pela riqueza de informes e amplidão de perspectiva (podem citar-se como exemplo os ensaios de Bastide e Herskowits), se, também, puser de p a rte os escassos traba lhos acadêmicos produzidos nos últimos anos que ten tam re novar a abordagem antropológica do tema, ficará o estudioso a b ra ços com uma pilha inane de livros superadcs e inúteis, compêndios repetitivos e levianos, exercícios de diletantes carregados de preconceitos, notícias “folclóricas”, notas de pé de! página transfiguradas em ensaios, resenhas convertidas em dissertações, etc.
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