Brasil
This paper aims to discuss the ways in which urban planning and the production of urban space reproduce patriarchal and sexist norms, particularly affecting the urban experience of women. From the concept of gender coloniality, conceived by María Lugones (2014), and the defense of margin as a place of radical openness by Bell Hooks (1990), I propose a discussion about the possibilities of resistance in women’s urban daily life. In order to do it, I use data produced between 2014 and 2016, during my master's research, which focused on observing the urban routes of seven women who work as housekeepers and who live in the Metropolitan Region of Belo Horizonte (Minas Gerais, Brazil), in an attempt to understand aspects of the relationship of these women with urban space. In particular, I approach urban mobility and the resistances undertaken by these women in their everyday lives.
Esse artigo pretende discutir os modos como o planejamento urbano e a produção do espaço urbano reproduzem normas patriarcais e machistas, afetando particularmente a experiência das mulheres na cidade. A partir do conceito de colonialidade de gênero, pensado por María Lugones (2014), e a defesa da margem como lugar de abertura radical por Bell Hooks (1990), proponho um debate sobre as possibilidades de resistência no cotidiano urbano das mulheres. Para isso, utilizo dados produzidos durante minha pesquisa de mestrado entre 2014 e 2016, que se centrou em observar os percursos urbanos de sete mulheres que trabalham como faxineiras diaristas e que vivem na Região Metropolitana de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), na tentativa de compreender alguns aspectos da relação dessas mulheres com a cidade. Em particular, abordo a mobilidade urbana e as manifestações de virações e resistências empreendidas por essas mulheres em seu cotidiano.
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