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Teresa de Ávila e a parábola do bicho-da-seda. Encantamento em prosa para um renascer em Cristo

    1. [1] PUC-Rio
  • Localización: Teoliterária, ISSN-e 2236-9937, Vol. 9, Nº. 19, 2019 (Ejemplar dedicado a: Teologia e Literatura no universo das histórias em quadrinhos II), págs. 239-251
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • Estamos no interior de um dos símbolos mais importantes do livro Castelo Interior ou Moradas, de Santa Teresa de Ávila. Literariamente, pode ser lido como uma unidade com valor próprio.  A autora encontra-se numa encruzilhada narrativa, precisa mostrar que o amor de Deus opera uma transformação interior em direção à liberdade, à beleza e ao amor concreto, aquele vivido nas relações humanas cotidianas. Mas esta metamorfose é também morte, alteração da rota, transformação radical em relação à anterior forma de vida, tão apegada a mil coisas. Não é possível seguir adiante sem abrir espaço, sem deixar algo. São João da Cruz havia expressado esta realidade poeticamente: “Matando, trocaste morte por vida”. Teresa o faz pela imagem da metamorfose do bicho-da-seda em uma “borboletinha branca”, passando pela construção do casulo. A narrativa teresiana é marcada por linguagem cheia de encantamento e poesia, em especial, pelo uso do recurso literário dos diminutivos. A narrativa revela uma mística cósmica e intenciona ser uma parábola da vida cristã que, confiada no próprio Cristo, “entra” em sua vida para com ele renascer.


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