Cuba
Este artículo es un ejercicio de comprensión de nuestro presente a partir de las pro-puestas antropofágicas de Oswald de Andrade, Suely Rolnik y Eduardo Viveiros de Castro, entre otros/as. Vamos a ver si por el camino nos permitimos, o se nos impone, la experimentación de algunos modos de ser que, entre las formas y las fuerzas (Rolnik), no tengan que regirse por los dispositivos de alienación y explotación a los que el capi-talismo global quiere acostumbrarnos. Queremos aquí replantear, sobre todo, la conti-nuidad entre la cuestión ética y aquella política. Continuidad que, desde la enunciación antropofágica, nos abre a una idea peculiarmente cósmica sobre la comunidad y sobre nosotros/as mismos/as que da al traste con el proyecto socioatómicoque amenaza con totalizar el globo. Las exigencias de depredación que actuamos y hacemos crecer en nuestra relación con la tierra y con los/as otros/as para satisfacer los estándares de las sociedades de la información en el contexto del capitalismo avanzado nos obliga, ¿es así?, a detenernos y a reflexionar. En este punto, la línea caníbal tiene la ventaja de proveernos de un estilo especial para llevar a cabo esta reflexión tan necesaria. Se trata del modo poético, modo a partir del cual el pensamiento toma conciencia, no solo de sus poderes creativos y performáticos, sino de su poder de dislocación y quebranto de unas cuántas lógicas atenazantes, quizá demasiado humanas
Este ensaio é um exercício mais de compreensão de nosso presente a partir das propostas antropofágicas de Oswald de Andrade, Suely Rolnik e Viveiros de Castro, entre outrxs. Vamos ver se ao longo do caminho nos permitimos ou se nos é imposta a experimentação de alguns modos de ser que, entre as formas e as forças (Rolnik), não tenham que ser regidos pelos dispositivos de alienação e exploração aos que o capitalismo global quer que nos acostumemos. Queremos aqui repensar, sobretudo, a continuidade entre a questão ética e aque-la política. Continuidade que, desde a enunciação antropofágica, nos abre a uma ideia peculiarmente cósmica sobre a comunidade e sobre nós mesmxs que rompe o projeto sócio-atômico que ameaça totalizar o globo. As exigências de depreda-ção que atuamos e fazemos crescer em nossa relação com a terra e com xs outrxs para satisfazer os padrões das sociedades da informação no contexto do capitalis-mo avançado, nos obriga (é assim?) a parar e refletir. Neste ponto a linha canibal tem a vantagem de prover-nos de um estilo especial para praticar esta reflexão tão necessária. Trata-se do modo poético, modo a partir do qual o pensamento toma consciência, não só de seus poderes criativos e performáticos, mas também de seu poder de deslocamento e quebranto de umas tantas lógicas emocionantes, talvez humanas demais
This essay is another exercise in understanding our present based on the anthro-pophagic proposals of Oswald de Andrade, Suely Rolnik, and Viveiros de Castro, among others. We will see if, along the way, we allow ourselves or are forced to experiment with some ways of being that, between forms and forces (Rolnik), do not have to be governed by the devices of alienation and exploitation to which global capitalism wants to accustom us. Here, we aim to rethink, above all, the continuity between the ethical and the political issues. From anthropophagic enunciation, this continuity opens us up to a peculiarly cosmic idea about the community and about ourselves that breaks the socio-atomic project that threatens to totalize the world. The predation demands that we pursue and develop in our relationship with the land and with others to meet the standards of information societies in the context of advanced capitalism, forces us (right?) to stop and reflect. At this point, the cannibal line has the advantage of providing us with a special style to carry out this much needed reflection. It is the poetic mode, from which thought becomes aware, not only of its creative and performative powers, but of its dislocation and breaking pow-er of a few gripping, perhaps too human, logic
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