The aim of this paper is to propose a discursive analysis of a text produced by a teacher who works at Cefet/RJ, that triggered controversy in social networks. The testimony of the teacher, which went viral on social networks, was about her experience with high school quota students. It was initially welcomed as an emotional and touching report and as the result of an “empathic and generous” attitude. Later, however, when it was ‘republished’, it came to be read as the result of the structuring racism that organizes social relations in Brazil. Besides that, its author came to be regarded as a racist person. By focusing on the materiality of discourse and its effects of subjectivity production and on a given quality of real(ity) (ROCHA, 2006), we seek to problematize meanings that are built on the tension between racist and antiracist discourses in contemporaneity in the construction of an ethos (MAINGUENEAU, 1997, 2006, 2006, 2008) of a teacher who points to a figure that emerges to save the quota students – who are necessarily black according to common sense – in an evident racist world view that opposes teacher and students to ‘quota students’.
Nosso objetivo, neste artigo, é propor uma análise discursiva de texto produzido por docente do Cefet/RJ, que deflagrou polêmica nas redes sociais. O depoimento da professora, que viralizou nas redes sociais, sobre experiência com alunos cotistas do Ensino Médio, em um primeiro momento, foi acolhido como um relato emocionado e emocionante, resultado de postura “empática e generosa”. Posteriormente, entretanto, ao ser ‘republicado’, passou a ser lido como fruto do racismo estruturante que organiza as relações sociais no país e sua autora vista como uma pessoa racista. Com foco na materialidade do discurso e seus efeitos de produção de subjetividade e em uma dada qualidade de real(idade) (ROCHA, 2006), buscamos problematizar sentidos que se constroem, na contemporaneidade, a partir da tensão entre discursos racistas e antirracistas, na construção de um ethos (MAINGUENEAU, 1997, 2006, 2006, 2008) de professora que aponta para uma figura que surge para salvar os alunos cotistas – que são necessariamente negros segundo o senso comum – numa evidente visão de mundo racista, que opõe professora e alunos aos ‘cotistas’.
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