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Poema em 78 R.P.M.: o ritmo do jazz na poesia de Allen Ginsberg e Roberto Piva

    1. [1] UNESP - Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (FCLAr)
  • Localización: REVELL: Revista de Estudos Literários da UEMS, ISSN-e 2179-4456, Vol. 2, Nº. 22, 1, 2019 (Ejemplar dedicado a: A Literatura e as Outras Artes no Contemporâneo), págs. 428-455
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Poem in 78 r.P.M.: The rhythm of jazz in the poetry of Allen Ginsberg and Roberto Piva
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      O ritmo não é um mero recurso formal, mas está intimamente ligado à sensibilidade do homem, refletindo toda sua inquietação. Como declara Candido (2006),  “a difusão do jazz generaliza pelas classes da sociedade ocidental um ritmo “orquestral” reentronizado em triunfo, e violenta síncopa”, pois, a partir de seu sistema dissonante, define a sensibilidade de uma sociedade desvairada em meio ao caos da modernidade. O jazz, em sua essência, não busca o refinamento do som, mas sim um acúmulo do mesmo, culminando numa anarquia sonora. O contexto caótico é propício para a adoção de uma postura oposta à razão, utilizando como intermédio o delírio enquanto ruptura do individuo com a lógica racionalista socialmente instituída. Essa sensibilidade utópica que se faz presente tanto no jazz quanto na poesia moderna: o manifesto do sofrimento da queda do homem num grito de saxofone.  Dessa forma, temos como objetivo analisar como dois poetas do século XX,  Allen Ginsberg e Roberto Piva, em suas respectivas obras “Howl and other poems” (1956) e “Paranoia” (1963), exploram a linguagem do jazz em seus versos, a fim de expressar a revolta do sujeito em relação à racionalização abstrata da sociedade moderna, através da expressão livre de seus impulsos originais.

    • English

      The rhythm is not merely a formal resource, but is intimately connected with the sensitivity of man, reflecting all his uneasiness. As Candido (2006) states, "the diffusion of jazz generalizes by the classes of Western society an "orchestral" rhythm reentronized in triumph and violent syncopation", because, from its dissonant system, it defines the sensibility of a ravaged society to the chaos of modernity. Jazz, in its essence, does not seek the refinement of sound, but rather an accumulation of it, culminating in an anarchy of sound. The chaotic context is conducive to the adoption of a posture opposed to reason, using as an intermediary delusion as a rupture of the individual with the socially instituted rationalist logic. This utopian sensibility is present both in jazz and in modern poetry: the manifesto of the suffering of the fall of man in a saxophone cry. In this way, we aim to analyze how two poets of the twentieth century, Allen Ginsberg and Roberto Piva, in their respective works “Howl and other poems” (1956) and “Paranoia” (1963), explore the language of jazz in their verses, in order to express the revolt of the subject in relation to the abstract rationalization of modern society, through the free expression of its original impulses.


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