O Parque do Flamengo, ou mais comumente chamado de Aterro do Flamengo, constitui-se num park-way originado de um extenso aterro entre as praias de Santa Luzia e Botafogo, na orla centro-sul da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro. Projeto modernista e com paisagismo original, nativo e exótico, onde se localizam monumentos, áreas de esporte, museus, casa de shows, restaurantes, praia, ciclovias, equipamentos de lazer e uma marina. Domingos e feriados são dias exclusivos para o lazer. Porém, conflitos ocorrem devido à tentativa de privatizar o uso de determinados espaços e equipamentos, ao abate de árvores num parque tombado pelo IPHAN e à privatização das instalações da Marina da Glória, ações que desconsideram o fato de a cidade ter sido eleita como Patrimônio Mundial Cultural. O presente artigo propõe-se a analisar a importância do Parque do Flamengo como espaço público cidadão de práticas culturais, esportivas e de lazer em contraponto com os processos de privatização, o consequente impacto ambiental sobre áreas do parque e o contraditório absenteísmo do Estado sobre esse processo
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