Discuto alguns problemas conceituais nos debates filosóficos acerca do processo perceptual. Especificamente, interessa-me refletir sobre características “fundamentais” do modo de ser (ontologia) da percepção. Proponho análises formais (de base semiótica) destas questões, partindo da hipótese de que muitos dos problemas conceituais associados a elas são derivados de considerações ontológicas da percepção no campo empírico. Alguns direcionamentos para se avaliar os discursos acerca destas questões são propostos. A análise da ontologia da percepção em termos formais, ao invés de empíricos, pode aproximar-nos de uma compreensão das condições gerais e eidéticas do processo perceptual, e dela derivar uma teoria “profunda” do conhecimento. Também representa uma tentativa de depurar categorias perceptuais de confusões e ambiguidades que obstruem o desenvolvimento de uma ciência empírica da percepção, eximindo as investigações empíricas de questões e problemas inadequadamente chamados para este campo de análise.
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