Brasil
Iniciamos este texto com o diagnóstico de uma inquietação: aquela do olhar quediante da fotografia se interroga a respeito do problema da aparição. Ao longo do trajeto percorrido pelo olhar “leitor” do poeta, que se mostra sensível ao eco das obras alheias, desdobram-se as especulações em torno do que seja uma arte verdadeiramente criadora, num amadurecimento da noção do fazer artístico que passa, necessariamente, pela inteligência do sensível. Diante de tais considerações, interessa-nos voltar a atenção para a emergência, na produção de Drummond pós-45, de um entendimento que concebe a criação artísticaa partir da imagem, em consonância com o diálogo possível que se pode estabelecer com as reflexões em torno da arte criadora - neste caso, fotográfica - então desenvolvidas por Sylvio da Cunha em sua coluna intitulada "Os pássaros do retratista", mantida no suplemento Letras e Artes do jornal A Manhã, a partir de 1947.
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