Para aprofundar a discussão sobre os limites epistêmicos da utopia de consumo materialista do capitalismo que inspiram os modelos de desenvolvimento dominantes, por um lado, assim como explorar o alcance das reações anticoloniais em curso, por outro, consideramos importante meditar sobre a emergência de novas sensibilidades sobre a vida que se apresentam no momento na América Latina e, em particular, na Bolivia. São sensibilidades cognitivas, afetivas, morais e políticas que se refletem sobre novos direitos coletivos, enfocando aspectos humanos e inspirados nas perspectivas de valorização dos bens comuns, da justiça social e do igualitarismo. O caso boliviano é propício para esta reflexão por ressignificar os sentidos da saúde desde outros entendimentos das relações entre Homem e Natureza. A metáfora do Bien Vivir tem valor prático e político que deve ser objeto de reflexão ampliada por aqueles que se interessam sobre as perspectivas da crítica anticolonial.
To deeper the understanding of the epistemic limits of capitalism materialist consumption utopia inspiring dominant models of development, on one hand, and the emergence of anti-colonial reactions in progress, on the other one, we consider important to meditate on the emergence of new sensibilities about life that is occuring in Latin America and, in particular, in Bolivia. These cognitive, affective, moral and political sensibilities are reflecting on new collective human rights inspiring new meaning on commons goods, social justice and egalitarianism. The Bolivian’s case is adequate for this thinking because it contributes to reframe the meanings of health from other understandings of the relationship between Human Being and Nature. The metaphor of Vivir Bien has practical and political value that should be the object of enlarged understanding by those who are concerned about the anticolonial criticalperspectives.
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