When interacting with people who are not close to me, or who, although close to me, are not involved in the academic environment, I often hear the following question: “Don’t you work? You just teach, don’t you?” The years have taught me to respond carefully to this apparently confronting question (I say apparently because no one is obliged to know the details of another’s profession). My replies tend not to be pleasant experiences. Either making myself understood is difficult, or, the unpleasantness emerges from my interlocutor’s expression of annoyance in hearing that much of the time when I am not giving classes is spent with activities of little glamour and difficult mental abstraction.
Ao interagir com pessoas não tão próximas a mim ou que, apesar de próximas, não são ligadas ao meio acadêmico, frequentemente, escuto a seguinte pergunta: “Você não trabalha não? Só dá aula, é?”. Embora os anos tenham me ensinado a responder com parcimônia a essa pergunta aparentemente acintosa – digo aparentemente, pois afinal ninguém é obrigado a saber os detalhes da profissão alheia – minhas réplicas e tréplicas tendem a não ser experiências agradáveis, seja pela dificuldade de me fazer compreender, seja pela expressão de fastio de meu interlocutor ao ouvir que parte significativa do tempo em que não estou dando aula é despendida com atividades de pouco glamour e de difícil abstração.
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