A Segunda Guerra Mundial é um tema bastante recorrente que desperta grande fascínio nas diversas áreas do conhecimento. Várias obras que foram publicadas com o intuito de testemunhar os horrores do Holocausto alcançaram grande êxito, uma vez que narrar o inimaginável parece causar grande impacto nos leitores. Quando Eva Schloss decide publicar a obra “Depois de Auschwitz” ela parece querer evocar, ao mesmo tempo, sentimentos como tristeza e esperança. O primeiro, obviamente, reflete o abalo sofrido em consequência da perseguição dos nazistas. O segundo, por sua vez, emerge como a vontade de sobreviver em meio à desordem. Tomando como ponto de reflexão os objetos pessoais de milhares de prisioneiros do campo de concentração Auschwitz-Birkenau, este artigo pretende compreender qual a importância desses itens – aglomerados em vários armazéns do campo – com as relações memorialísticas que eles sugerem. Para tanto, contaremos com o apoio teórico de Maria Esther Maciel (2004), Giorgio Agamben (2008) e Vera Casa Nova (2014).
The Second World War is a recurring theme that arouses great fascination in the various areas of knowledge. Several works that were published to witness the horrors of the Holocaust were very successful, since narrating the unimaginable seems to have great impact on readers. When Eva Schloss decides to publish the work "After Auschwitz" she seems to want to evoke, at the same time, feelings like sadness and hope. The first, obviously, reflects the shock suffered as a result of the persecution of the Nazis. The second, in turn, emerges as the will to survive amid the disorder. Taking as a point of reflection the personal objects of thousands of prisoners in the Auschwitz-Birkenau concentration camp, this article intends to understand the importance of these items – clustered in various warehouses in the countryside – with the memorialistic relations they suggest. We will have the theoretical support of Maria Esther Maciel (2004), Giorgio Agamben (2008) and Vera Casa Nova (2014).
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