Este trabalho busca abordar o período da ditadura militar no Brasil nos romances A Festa (1976), de Ivan Ângelo e Outros Cantos (2016), de Maria Valéria Rezende, a partir de um projeto alegórico de “choque” e “trauma”. Para tanto, recorre ao estatuto estético da alegoria nos termos do filósofo Walter Benjamin através da leitura da filósofa e docente Kátia Muricy (1999), bem como de categorias do teórico e crítico de literatura, Karl Erik Schøllhammer (2013). Nesse hiato de 40 anos entre as publicações, trata-se de fazer emergir como cada romance lida esteticamente com seus choques, traumas e antídotos, diante das complexidades de seu tempo histórico.
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