O texto aborda trajetórias de trabalhadores nascidos no Oeste paranaense, filhos de famílias caboclas e paraguaias, que, ainda na década de 1940, se mudaram para a zona rural daquele que viria a ser o município de Toledo, estado do Paraná. O objetivo é tratar das trajetórias desses sujeitos no local, dando visibilidade àqueles que para ali mudaram a fim de trabalhar, não tendo se tornado proprietários rurais ou urbanos, os quais costumam ser eclipsados nas memórias da cidade. Com recurso à metodologia de trabalho com história oral, procura-se analisar as lembranças dos narradores, principalmente seus diálogos com as memórias públicas da cidade. Ao fim, constata-se que as recordações do passado revelam lutas por espaço empreendidas por esses sujeitos e seus grupos sociais, sendo a memória um campo de disputas políticas e sociais.
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