La obra Os canhões do silêncio (2002) del poeta naturalizado maranhense José Chagas tiene como espacio de rememoración el mirador: construcción elevada de los caserones coloniales que ambienta los centros históricos, en particular, él de la ciudad de São Luís do Maranhão.
Esta estructura se erige como un monumento edificado entre pasado/presente, siendo visto en la poética de Chagas como un local de acogida del tiempo, donde se reconstruye y reconfigura memorias. En esta construcción arquitectónica, lugar del decir poético, espacio y tiempo se funden, convirtiéndose en una unidad indisociable que se diluye en la subjetividad del yo lírico.
Las imágenes del pasado, reconfiguradas poéticamente, atestiguan memorias en el (des)continuo proceso de ser y estar en el mundo.
A obra “Os canhões do silêncio” (2002) do poeta naturalizado maranhense José Chagas tem como lugar de rememoração o mirante: espaço de construção elevada dos casarões coloniais que ambienta os centros históricos, nesse particular, o da cidade de São Luís, do Maranhão. O mirante erige-se como um monumento edificado entre passado/presente, é visto na poética de Chagas como o lugar de acolhimento do tempo, que vai reconstruindo e reconfigurando memórias. No mirante, lugar do dizer poético, espaço e tempo se fundem, convertendo-se em uma unidade indissociável que se dilui na subjetividade do eu lírico. As imagens do passado, reconfiguradas poeticamente, testemunham memórias no (des)contínuo processo de ser e estar no mudo.
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